língua preta, 2019, foto 35mm 

Tadaskia Wíllà O. Morais

Santíssimo, RJ, 1993

Tadaskia Wíllà O. Morais mais conhecida como max wíllà morais teve formação pela igreja evangélica em teatro, canto, dança e teologia dos 12 aos 19 anos. A partir dos 18, ingressa em Artes Visuais na UERJ e começa a desenhar com linha em cascas de ovos, criar arranjos com galhos e tecidos e séries fotográficas, algumas com sua mãe Elenice Guarani. Hoje, se expressa através de imagens, objetos, cores, massas, rastros e aparições. Experimenta a extensão do corpo e a transformação em histórias aparentemente terminadas. Seus trabalhos mobilizam histórias, geografias e relações materiais e imateriais com o mundo e as coisas. Investiga também as experiências visíveis e invisíveis da diáspora preta, sobretudo ao se referir aos encontros estranhos e familiares. Atualmente é representada pela Sé Galeria.

entrevista por Igor Furtado, publicada em 24/09/2020

língua preta, 2019, grafite sobre papel

Are you a bicho a bicha, 2019, foto 35mm 

sem título, 2019, iluminador de rosto e grafite sobre papel

Quando você começou a imaginar e criar outros mundos possíveis?

Eu comecei a criar poemas de amor na quarta série, quando participei de um concurso na escola municipal. Depois publiquei uns contos no Recanto das Letras, que escrevia aleatoriamente. Tornar público o que eu sentia foi a minha febre particular até uns 16 anos. Mas não tenho nenhum registro daquilo que escrevi, só a memória mesmo. Desde então muita coisa passa por mim, e as memórias trazem muitas sensações como um impulso de deslocamento: me desprender em direção ao desconhecido, viver sem me apegar demais, e prosseguir, sem ficar triste por não estar mais nos lugares e tempos passados. Na rua onde morava eu ficava sozinha, convivia mais com os amigos da escola e os imaginários. E quando minha família me levava à praia, por exemplo, demorava muito tempo para irmos de novo, por conta da falta de grana ou por conta da distância. Assim, em sonho, eu voltava toda noite, e tudo passava a ter outra cor; me via olhando o céu, que logo mudava a textura; andava de ônibus, até um pouco mais longe de casa, e me percebia voando. Para você ter uma ideia, foi só quando entrei na faculdade que soube o que era fisicamente a Zona Sul do Rio. Nesse processo de deslocamento, acreditar em Deus também mudou minha imaginação. Lembro-me da primeira vez em que minha mãe me disse que alguém cuidava de nós. Eu fiquei me perguntando “como é que algo se aproxima de mim, tem cuidado comigo e eu jamais vi?”. A noção desse cuidado invisível, que podia estar em todos os lugares, foi uma surpresa. Lembro-me também quando vi um trabalho da Jota Mombaça que dizia “o que não tem espaço está em todo lugar”. E mesmo que tenha outra orientação, quando eu li pela primeira vez isso, me fez repensar sobre os modos de ter cuidado. Dessa maneira, por conta dessas histórias, levo comigo algumas ponderações sobre as muitas maneiras peculiares pelas quais cada pessoa passa a imaginar e a transformar a invisibilidade.

Essa relação com Deus fez com que a espiritualidade te fosse relevante de que forma?

Quando eu soube sobre essa divindade eu era pequena, e quis me orientar e me apegar a sua maravilha invisível. Eu acreditei no que eu não via bem antes de saber sobre um Jesus representado como branco e um Deus entendido enquanto cruel. Aos 12, me lembro tendo uma prática na igreja com mais frequência e com mais obrigações: aulas de canto e coral, escolinha dominical, culto jovem, fazer limpeza do templo etc. Na adolescência percebi um grupo seletivo e violento a partir do cristianismo, e também suas técnicas para cristianizar e descobrir quem poderia ser meu inimigo. Estas situações foram as que mais me danificaram, porque ao invés de imaginar Deus eu passei a inventar inimizades. Ainda assim, eu me apeguei a Deus, mais por sua imagem e diferença, do que à sua semelhança. Sabia que ele poderia se apresentar e se diferir constantemente tal como corça, leão, galinha, águia, mulher, viúva, pedra jorrando água, bicho, bicha, pão, peixe, mar, etc. E para mim, a masculinidade destinada a sua divindade era apenas uma dessas atribuições passageiras. Agora, amar na igreja, por eu ser uma pessoa gênero-diverso, era estar ligada ao inferno, e um problema, por meus sonhos e desejos. As histórias de culpa e pecado, nos meus 17 anos começaram a se tornar insuportáveis, e me faziam questionar o propósito dos pastores em direcionar meu sentimento ao ódio a minha transformação divina. Por isso, hoje acredito que minha espiritualidade seja mais uma crença na família além de uma comunidade específica, identificável e a ser salva, entende? É difícil, porque estamos em guerra há muito tempo, mas acredito que exista, nesta passagem terrena, algo que possa nos ligar além do medo, da inimizade, do ódio e da obrigação, algo além da raça e do gênero. Discordo do universalismo e das estratégias do tipo língua única. E o embate costuma ter sua importância, quando são declaradas as inimizades. No entanto, se eu for falar de espiritualidade, também irei me expressar para aquilo que eu percebo existir minimamente fora das entidades queridas. Aquilo que precisa de um exercício de cuidado. Prefiro ir na direção das coisas em grupo, das línguas estranhas, na dissonância mesma que perpassa e une pessoas, coisas e o mundo. Ainda que este sentimento possa não ter espaço aqui, estar na imaginação de muitos pessoas ou seja um sentimento difícil de entender, e apenas no sonho, ele aconteça se deslocando e se tornando aos poucos real. Matheusa Passareli disse que “se tiver que existir uma dicotomia entre o amor e o ódio” ela escolheria o amor. Para mim, isto é o mais relevante da espiritualidade.

Vestindo estrelas com minha mãe Elenice Guarani, minha tia Gracilene Guarani e minha vó Maria da Graça, 2019, foto 35mm 

A casa é plano de fundo de muito do que você faz, inclusive sua mãe quem te fotografa na maioria das vezes. Como é esse convívio e colaboração com a família?

Gosto de estar em grupo e quando surge a oportunidade de fazer algo conjuntamente é ainda melhor. Com a minha mãe Elenice Guarani eu tenho mais intimidade, por conta dos infinitos dias juntas em casa, antes de começar a trabalhar, quando meus passeios eram da igreja para escola. Quando me mudei de Santíssimo para fazer faculdade, acabei fazendo alguns filmes, videos e ações com Aline Besouro, Julia Nunes, Maria Bogado, Diambe da Silva, Lorran Dias, Jandir Jr, entre outras. Ter amizades com essas artistas é significativo até hoje para mim – muito perrengue, tanta fabulação. Mas, ao voltar à casa da minha mãe e do meu pai Aguinaldo Morais, me vi num exercício de lembrar o que nos une e fui criando outra proximidade, bem diferente daquela que eu tinha na minha infância. Estava de volta sem obrigação, mas com o compromisso de melhorar a condição de vida de todas nós. Demorei a perceber a casa como um espaço seguro onde podia me expressar. Até hoje não estou totalmente à vontade. Mas agora, cinco anos depois deu ter saído e voltado, estamos nos reconhecendo aos poucos. Estar em grupo é poder notar ao nosso lado a maneira pela qual estamos ficando diferentes, como estamos todas sendo alteradas pela vida. Tem uma força em conjugar o que se transforma, mesmo que não seja perceptível. Eu não entendia o costume familiar exigido de mim, e das mais novas, de “tomar benção” das pessoas mais velhas, que respondiam “Deus te abençoe”. Minha mãe dizia que “bênção nunca é demais”. Hoje tenho achado importante me atentar para esse rito, que surge a partir da vida e de sua violência, cuidando da morte, do que é passageiro, o átimo do tempo firmado em qualquer encontro. Minha irmã e eu morríamos de rir quando nós beijávamos a mão da Tia Neguinha, porque na hora do almoço ela vinha com um cheiro de banha, feitura de óleo velho e guardado. Nós duas “tomávamos a benção” segurando a mão e beijando-a na pontinha do lábio. Tia Neguinha sempre babava a nossa mão ao nos beijar, em resposta ao pedido, na sua proximidade carinhosa. Saudades dela, morreu e não me despedi. De todo modo, fazer algo conjunto é importante para mim, mesmo que no momento nem tudo faça sentido e que o cheiro não seja agradável.

Criar é mais um exercício de representação ou de desenvolver símbolos possíveis para o que não está disponível no plano visível?

Não acho que eu seja representativa. Acho que vou mais pelo caminho da referência, do ponto de vista, sabe? Dou nomes reconhecíveis para que as pessoas se relacionem a partir de sua memória particular. As sensações que surgem podem trazer uma imaginação além da minha vontade, e por aí vejo a surpresa, na disposição sempre diferente entre nome e forma a serem percebidos. Por exemplo, eu fiz uma tatuagem de cavalo na minha barriga, mas quando mostro para algumas pessoas elas dizem que pode ser um caranguejo, uma garra, qualquer animal vivo, e é verdade. As coisas têm tanta vida quanto nós. Hoje vi no post do artista Rafael RG uma citação do Schopenhauer, que dizia “há a mesma Vontade em um leão, numa pessoa ou uma pedra”. Rafael acrescenta que há “uma vontade de um futuro cheio de vida e não de representação de vida”. Por aí acredito me orientar pela alteração de situações e a possibilidade de propor para as pessoas outra vontade em imaginar. É como se pudéssemos ver nome e coisa em movimento; andando, correndo, voando. Para mim tem mais a ver com a vida do que com sua representação, e por isso nem sempre conseguimos perceber a maneira que uma vontade pode surgir, ou o porquê de alguém se manter vivo apesar da morte imposta, das perseguições, do racismo, da transfobia. A noção de plano visível e invisível pode ser uma boa chave de leitura para as aparições que faço, mesmo porque a fotografia já agrega em si uma imagem que pode ou não ser revelada. Portanto, procuro ir de encontro com a sensibilidade dessa ação: a fotografia imprimindo uma disposição móvel, com e no mundo, se apresentando em pose, luz, textura, lugar, ângulo, enquadramento. Ao mesmo tempo seus planos encaminharem uma sequência que comprova que algo foi alterado. Às vezes um tanto de mágica, outras cinematografia, um pouco de ambas. E me sinto contemplada por não me apegar tradicionalmente a nenhuma das duas.

Hálito com minha mãe Elenice Guarani e meu pai Aguinaldo Morais, 2019, foto 35mm

Série Corda Dourada, na foto em destaque minha mãe Elenice Guarani, minha tia Marilúcia Moraes, minha vó Maria da Graça e minha tia Gracilene Guarani, 2020, foto 35mm

Pode falar um pouco sobre suas intenções em desdobrar as possibilidade do adorno em Arranjo?

Esse trabalho surgiu em 2012 e voltei a fazê-lo em 2019. Muito do que eu crio surge a partir do que encontro em casa ou na rua, nos lugares onde passo. Comecei fazendo desenhos nas cascas de ovos, a partir de uma costura delicada e esculturas com papelão e galhos que eu colhia na UERJ. Eu já tinha tido contato com tecido, com costura e essa noção de “estar me preparando para algo”, porque eu fazia parte do grupo de dança da igreja, o Gerados para Adorar. Depois na faculdade não fazia mais nada em relação às coreografias, tampouco tinha certeza se uns galhos e tecido juntos precisam durar muito tempo. Para mim, o arranjo lida com isso de crescer e ser podado, para ter mais vitalidade, se multiplicar em configurações e exuberância. Surgiu sem um propósito muito definido, mas em todas as vezes que fiz, os ornamentos voltaram para a terra. Não tenho nenhuma dessas formações comigo, todas foram rearranjadas. Talvez um dia eu possa começar a juntá-las em casa, mas por enquanto a aparição fotográfica me contempla mais.

Como foi a experiência da licenciatura em artes e mestrado em educação e como você vê o ambiente acadêmico dessas áreas? 

Tem sido bem desafiador e estressante agora no mestrado, mais por conta da pandemia, estudar em casa olhando para um computador. Já tem alguns anos que minha experiência gira em torno das maneiras de se fazer um estudo contrário a produção de conhecimento identificável e representativo, preferindo me envolver assim nos processos por uma perspectiva inverossímil, no surgimento de uma criação de saberes que se cruzam. Tenho me interessado por Quiromancia, por ser um conhecimento muito antigo com muitas origens. Podemos ver o tempo nas linhas das mãos desde os vedas aos egípcios, passando até hoje pelas ciganas. E tem isso né, é impossível dizer qual a maneira correta de ler o corpo, mesmo existindo técnicas e percursos formalizados. Vejo o conhecimento,  a licenciatura e o mestrado do mesmo jeito, tal como as linhas nas mãos: podem mudar, muitas são apagadas, outras nascem nos “montes”, marcação dos planetas na palma, ainda que de maneira improvável. Minha trajetória tem envolvido me posicionar contrária ao colonialismo, à noção de identidade arraigada em uma origem única, e essencial. Por isso me lanço ao mistério, onde as ações da vida são geradas, compartilhadas num misto e numa vontade de saber além da redução. A imaginação desde um manguezal é forte por isso, tem muita vida ali dentro e ninguém conhece completamente. Vou estudando ao revés da anulação existencial, esta que persiste na pregação dos projetos racistas e de modernidade colonial, se intensificando nas missões violentas mundo afora (bope, igreja, caveirão, helicóptero, guerra territorial, fazendeiros, etc). 

arranjo, segunda e terceira formação, algodão e galho, 2019, foto 35mm

distribuir o centro, 2019, foto 35mm

Você acredita ser possível subverter a lógica colonial da fotografia e essa dimensão histórica de captura e reprodução de subjetividades, através do mesmo mecanismo?

Vejo-me muitas vezes sendo colocada a produzir e a viver subterraneamente, mas não faço nada com a prioridade da subversão. Tem até um local sobre o qual fala Frantz Fanon, em "Pele Negra, Máscaras Brancas", que vou chamar aqui de posição sub-localizada, onde “há uma zona de não-ser, uma região extraordinariamente estéril e árida, uma rampa essencialmente despojada, onde um autêntico ressurgimento pode acontecer”. Dessa maneira, eu não me ateria tanto à essência nem ao autêntico, mas nessa sub-localização, na possibilidade de nas zonas devastadas poder surgir vida e algo inverossímil à lógica colonial, que é além de tudo uma lógica da posse e da despossessão. Mas, nem toda subversão tem como intuito a vida, o sonho e a distribuição material. Então, se por um lado eu não faço nada com esse caráter diretivo da subversão, existe em mim, ontologicamente implicado, um crescimento que surge da subversão, dessa zona que pode ser vista e interpretada enquanto uma (versão) posição vinda debaixo. De todo jeito, acima e abaixo de tudo, tenho um compromisso em continuar na vida e em não ser capturada. Não me interessa apostar essencialmente no ponto de vista sub-localizado, mas quem sabe no revezamento e na distribuição da vida, cuja nutrição pode partir de um subtempo e de um subespaço. A fotografia, os desenhos, a pintura, por exemplo, podem nos encaminhar também a não permanecer nos lugares e nos tempos rebaixados. Por isso volto à crença na imaginação enquanto um saber que não está inteiramente em casa nem totalmente à deriva, nas viagens oníricas, esquecendo o mundo físico. O fazer artístico precisa passar seus pés na lama como também no linho. Todas as profissões e grupos sociais precisam variar o solo, a sensação da caminhada. É importante o revezamento entre zonas de conforto e desconforto, e continuarmos com atenção ao colonialismo que se instaura. Igualmente, mergulhar na fertilidade da imaginação, em sua composição desconhecida, ora misturada. Por vezes é necessário ter espalhadas sobre o corpo as maravilhas, que entendemos por conforto, e com isso, perceber e distinguir as formas de violência que se intensificam. O mais imprescindível continua sendo estar viva, sabe? Porque essa vontade, essa condição e ação é sempre anterior à arte; e se continuarmos construindo sensibilidades podemos acreditar que, mesmo sendo feitas desde um local despossuído, “um ressurgimento pode acontecer”.

brejo, lápis de cor e carvão sobre papel, 2019

Linha mineral, 2020, foto 35mm

Tem algum trabalho do qual você sinta mais orgulho? No sentido das coisas terem se encaixado de uma forma diferente?

Vi que um dos sinônimos para orgulho é amor-próprio. Nesse sentido penso na ação Hálito e na aparição Suco Preto, Carne Dourada. Nelas, vejo algo que se estendeu do “próprio” (individual) para o “múltiplo” (composição). Multiplicar e compor se fazem involuntariamente quando estamos respirando e comendo ou quando estamos sensivelmente implicadas e associadas a outras coisas tais como crescer. Essas ações se fazem presentes na força sutil que temos ao beijar alguém ou quando dizemos olá e adeus. Respirar e comer são imaginações visíveis, que se fazem invisivelmente. Elas nos presentificam na força sutil de sua ação, dentro de nós, é inevitável não estarmos já sendo por elas modificadas. É impossível escapar da respiração e da comida, a não ser que continuem reimaginando o navio negreiro em nós (e é o que fazem constantemente)... e a plantation... e o camburão... e as inspeções policialescas... O movimento “Não Consigo Respirar” nos lembra da morte sendo multiplicada com frequência em nossos corpos. Dessa maneira, quando vislumbro compartilhar essa imaginação visível-invisível, que é respirar e comer, a sua multiplicação volta a ser uma das condições mais importantes da fartura. Se torna uma chance de realizar vida de maneira simples, ao revés do excesso da morte perpetrado e incentivado entre nós. Repousamos, além da necessidade de dar respostas exatas, pois é como se estivessemos por um momento no silêncio e na vontade involuntária que reside em nós: abaixo da língua, dentro do corpo, viajando desde a mente, nos diafragmas, se estendendo aos sonhos, nos transformando minuciosamente. São composições dentro-fora a respiração e a comida: elas passam do reconhecido em direção ao que não podemos controlar. Acho que essas duas ações têm sido as que percebo mais se encaixar, vindo no corpo a me dizer interiormente “ufa, estou aqui, sou matéria multiplicada, estou compartilhando a visibilidade e a invisibilidade. Estou aqui e lá, me deslocando, mesmo sendo encarada como imprópria ao estar em grupo e todas nós, ainda assim, vivemos”.

O que você ainda sonha em realizar e pretende alcançar no futuro?

Eu quero viajar, conhecer outras partes do mundo. Sou uma pessoa viajante, mesmo que ainda não tenha tido tantas oportunidades para isso. Quero viver imaginando a partir daquilo que presenciarei. Espero, dessa maneira, que no futuro as pessoas possam conhecer mais situações distribuídas, misturadas, compostas e que eu possa realizar o que vem crescendo secretamente no mundo dos sonhos, compartilhando sensivelmente com muitos grupos.

sem título, lápis de cor sobre papel, 2020

arranjo, primeira formação, algodão e galho, 2012, foto digital